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A queda no número de passageiros dos ônibus da capital está fazendo com que o sistema de transporte coletivo de Curitiba opere no vermelho. Desde o início do ano, quando a prefeitura aumentou o preço da tarifa de R$ 1,90 para R$ 2,20 de uma só tacada, depois de cinco anos sem reajuste, a média de passageiros diminuiu em mais de 600 mil pessoas por mês. Em quatro meses, de janeiro a abril, isso significou 2,6 milhões de passagens a menos.

Como resultado, a Urbs precisou usar metade do Imposto sobre Serviços (ISS) pago pelas operadoras do sistema e jogar no próprio pagamento das despesas de transporte – em vez de encaminhar para o tesouro municipal, como normalmente ocorre. De janeiro a abril, o subsídio levou a uma injeção de R$ 4 milhões no sistema de transporte. Mas nem isso resolveu o problema – e a partir daí, a Urbs passou a atrasar o pagamento feito às 10 empresas que põem os ônibus para circular na cidade.

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Fonte: Gazeta do Povo

Biarticulado Montável

A atitude estratégica de aumento da tarifa de ônibus pela prefeitura no início do ano parece estar agora se virando contra ela. Frente à grandiosos projetos de reforma de terminais e implantação de novos e maiores ônibus, a URBS tem acumulado dívidas e dívidas devido à falta de passageiros.

Com certeza essa diminuição teve repercussão nas bicicletas da capital. Alguém mais tem a impressão de que tem muito mais gente andando de bicicleta agora do que no ano passado?

4 Comentários

Mônica Paz06 de junho de 2009 às 00:35 #

Aqui em ssa tb tá nesse preço a um bom tempo e acho caro! Ainda bem q tenho meia.
O caso é q ssa é meio ingrata com os bicicleteiros!

Vinícius Massuchetto06 de junho de 2009 às 16:50 #

Curitiba também não é nada grata. Toda semana quase sou atropelado de magrela por aqui.

E aqui não existe meia não. A burocracia para se conseguir meio passe é muito grande e não conheço nenhum estudante universitário que o tenha.

Mônica Paz06 de junho de 2009 às 17:03 #

Faz uma Revolta do Buzú aí tb. Qd rolou aqui, deram o direito até para o pessoal do mestrado e doutorado de ter a meia passagem. Considero um absurdo, um estudante investir tanto em transporte. Pelo menos aqui em SSA tem lugares que não tem jeito, é longe, só rola de ir de ônibus mesmo…
abs,

Vinícius Massuchetto06 de junho de 2009 às 17:29 #

A realidade de Curitiba é um pouco mais intensa no que diz respeito ao monopólio do transporte. O comportamento da prefeitura por aqui sempre foi o de promover os interesses do capital privado integrando a ele as obras públicas, fazendo com que o contribuinte sempre engula com farinha.

Por incrível que pareça, aqui tem muita gente contra o passe livre, muita gente que gosta dos ônibus como estão. Quando há alguma discussão ou tentativa da chamada pro debate de transporte público, sempre presenciamos depoimentos assustadores.

No mais, estamos na luta sim. Uma hora eles vão ter que ceder!