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Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia

  1. Auckland a Mangawhai Heads
  2. Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
  3. O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
  4. Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
  5. Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
  6. O Atolamento no Extremo Norte Proibido
  7. Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
  8. O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
  9. Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
  10. Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
  11. Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
  12. A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
  13. Greymouth, Hokitika e Ross
  14. A Chegada em Arthur’s Pass
  15. A Subida do Mt Aicken
  16. As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
  17. Quatro Dias em Queenstown
  18. Fiordland, Te Anau e Henry Creek
  19. A Grandeza de Milford Sound
  20. Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

Até este ponto da viagem o negócio foi basicamente no meio do mato e da neve, e principalmente o Bernardo estava sentindo muita falta de uma cidadezinha. Foi lá que vimos neve caindo pela primeira vez, e como o Beto já havia programado faz um tempão que gostaria de pular de bungie-jump, tivemos de esperar o agendamento do salto dele para o outro dia.

Queenstown é mais ou menos uma rua cheia de lojas de esportes radicais. Em um final de semana você facilmente pode gastar NZ$3.000 em somente uma quadra dentre passeios de moto, lanchas, esqui, saltos e tudo mais que esse povo inventa pra fazer dinheiro fácil dos pobres turistas. É também um reduto de brasileiros. Andando pelas ruas e supermercados vemos com frequência o português fluindo em meio à expressões em inglês que não são lá tão difíceis de traduzir, mas a galera não traduz por falta de identidade com a língua mesmo.

A paisagem da cidade é linda. Com os alpes ao fundo e à beira do lago Wakatipu, possui uma população reduzida de 10.000 habitantes. Tudo isso dá um certo ar bucólico e simpático, mas ao mesmo tempo com toda a praticidade de uma cidade moderna. Esta foto o Beto tirou de cima da colina onde está construído um dos Bungie-Jumps, e a atração principal deste é justamente ser sobre a cidade. Nesta colina também está a famosa pista de carrinho de rolimã.

Local em que acampamos em Queenstown

Acampamos em Twelve Mile Delta, uma saída de terra para o lago transformada em uma pseudo clareira de acampamento a uns 40 minutos da cidade. Foi lá que filmaram a batalha dos Oliphants de O Senhor dos Anéis.

Pôr do sol de cima da colina em Queenstown

Ficamos indo e voltando deste acampamento todos os quatro dias principalmente para não pagar nenhum tipo de hospedagem - assim como fizemos por toda a Nova Zelândia. Mas aqui houve um episódio ainda mais engraçado. Como não estávamos encontrando um lugar para tomar banho, e os lugares em geral não nos deixavam somente tomar banho sem que pagássemos a hospedagem por inteiro, simplesmente entramos em um Hostel qualquer, cumprimentamos o pessoal da portaria, e fomos tomar banho.

Queenstown é o típico lugar em que se deve cozinhar dentro da barraca.

Cozinhando de dentro da barraca em Queenstown

Esta cidade também possui muitas lojas de souvenires, com todo tipo de cacareco para trazer para casa. Uma observação importante também é que tudo, em geral, é muito mais caro.

Não tenho muito mais para falar sobre Queenstown do que aqueles que visitam a cidade querendo morar lá ou gastar as calças. Desde que sou meio contra à espetacularização do esporte não posso considerar bungie-jumps e lanchas como esportes radicais. Passei grande parte do tempo na biblioteca lendo tudo o que pude sobre a Índia, esperando os meninos frequentarem estes lugares.

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