Saiu a proposta de tornar a banda larga como um serviço público pela Anatel, e excluindo todas as contradições - pois o telefone apesar de serviço público é gerenciado por empresas privadas, a idéia pelo jeito é mudar somente a categoria do serviço, o que não deve ajudar nos problemas, panes, apagões e ‘deus-nos-acudas’.
Com isso percebi outra discussão gerando a seguinte pergunta: “Por que tudo o que é estatizado tem que ser ruim?”
Esta novidade da Anatel não foi bem recepcionada justamente pelo receio de que a internet da banda larga possua um gerenciamento de empresa pública, o que realmente não soa bem. Olhando para a velocidade da saúde, por exemplo, não dá nem pra pensar na internet.
Só que assim o Brasil somente mostra mais uma de suas controvérsias políticas com a massiva privatização da telefonia - dependente para a banda larga, e descategorizando serviços por ela prestados colocando-os em escopo público. Acredito que este país consiga perfeitamente manter uma empresa como a TeleBrás, mas o que não existe é a vontade política para tal.
Com um cenário de discussão dos crimes virtuais parece mesmo que isso é obra de centralização das informações, mas antes de garantir essa preocupação deveríamos perceber como somos dependentes das empresas que nos rodeiam no dia-a-dia. Se isso não acontece, o governo rastrear tudo o que visitamos na internet não parece um grande problema.
Enfim, se os serviços estatizados são ruins é porque as pessoas tomam basicamente três atitudes com os escândalos políticos:
- aceitam a mídia; (e)
- escrevem um e-mail enorme e mandam para todos os amigos; (ou)
- não fazem nada.
Segundo a definição de ’serviço público’, ter a internet como tal é interessante para realçar a importância da mesma nos processos sociais da atualidade. Afinal, todos nós precisamos de ruas, eletricidade, água e… internet. Mas isso não quer dizer que - assim como os demais serviços também terceirizados - o negócio vai ser mil maravilhas.