Ainda para fazer parte do relatório para o Plano Diretor Cicloviário de Curitiba feito pela CicloIguaçu, fizemos outro trecho que sobe do Parque Barigui até a nova ciclovia da Toaldo Túlio. Esta ciclovia é uma das piores que existem em Curitiba, dadas as mesmas falhas de projeto e o estado de abandono em que se encontra. Relato aqui os principais pontos.
Mais fotos e detalhes sobre os lugares exatos destes problemas estão no mapa de análise das ciclovias elaborado pelo movimento cicloativista em Curitiba.
A ciclovia apresenta diversas rachaduras e avarias que ocorrem com o tempo, além de desgaste com as entradas para veículos nos comércios e residências.
É comum as avarias se agravarem devido a remendos causados por obras locais. Aqui por exemplo, aslfato de má qualidade foi colocado, o que já dá pra ver que não vai durar.
Pontos de alagamento devido à difícil escoação de água oferecem risco, já que é facílimo perder o controle em pedrinhas e areia.
Em diversos pontos a passagem da ciclovia é bem estreita e rente ao comércio e residências, e não dá pra passar ao lado dos pedestres.
Aqui, por exemplo, aconteceu isso.
Para variar o pessoal não respeita a ciclovia, e é comum ver carros estacionados e materiais armazenados de acordo com a conveniência de cada um.
Aqui, além da placa assassina no meio da ciclovia em trecho de descida após uma esquina, tem-se também materiais de construção armazenados e com a placa servindo de contenção sinalizadora.
Aliás, obstáculos não faltam. Este ponto de ônibus, mesmo sem ninguém esperando, tem um poste e uma placa ao seu lado.
Postes e placas obstruem a passagem ao longo de toda a ciclovia, principalmente em esquinas logo após as guias rebaixadas.
E aqui, além de um muro estreitar a passagem, tem-se também um poste com um buraco exatamente no meio. Um desafio.
A sinalização está completamente abandonada.
Partindo do Parque Barigui, após passar por diversas travessias movimentadas encontramos a primeira sinalização que indica um cruzamento com a ciclovia, na esquina com uma rua secundária pouco movimentada, escondida atrás de um poste, e que vimos só depois de passar por ela.
Na esquina com a nova ciclovia da Av. Toaldo Túlio podemos notar este contraste. Ao lado da faixa vermelha, bonita, recém pintada, e que propagandeia o projeto de mobilidade nos ônibus da capital, temos uma sinalização de outra ciclovia avariada e abandonada.

Podemos confirmar infelizmente que esta ciclovia só reforça o conceito de mobilidade adotado por Curitiba nos últimos anos. Apesar de fazer o trajeto que é trânsito cotidiano para diversas pessoas da zona oeste da cidade e também de levar até o agradável Parque Barigui, encontra-se em péssimas condições e funciona de modo compartilhado – o que leva a um bom risco de colisões com os pedestres – e também conta com muitas interrupções de travessia – o que ajuda a tornar o trajeto moroso de ser percorrido, desestimulando aqueles que querem utilizá-lo para ir até o Centro.

















Enfim, isto não é uma ciclovia.
É um passeio. Não serve pra bicicleta.
Já tem problemas demais para o pedestre.
[...] teimam em “esquecer”. Alguns exemplos práticos: passeio compartilhado da rua Antônio Scorsin, ou então na Affonso Camargo. Uma visão mais completa, mas que ainda não mostra todos os [...]
Com esse projeto de uso compartilhado, a prefeitura inventou um mostrengo urbanístico que não se enquadra nem na categoria ciclovia e nem como calçada. Não atende nem a ciclistas, pelas dezenas de problemas expostos acima, e também prejudica pedestres, porque o asfalto empregado é de péssima qualidade e não resiste a um verão mais chuvoso. O pior é transitar de bicicleta na rua e ter que ouvir motoristas buzinando e gritando para que nos desloquemos ao que eles consideram “ciclovia”. Minha sugestão: reduza-se as calçadas à metade e façam ciclofaixas ao lado dos carros, mas sem postes no caminho