A Grandeza de Milford Sound

Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia

  1. Auckland a Mangawhai Heads
  2. Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
  3. O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
  4. Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
  5. Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
  6. O Atolamento no Extremo Norte Proibido
  7. Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
  8. O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
  9. Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
  10. Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
  11. Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
  12. A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
  13. Greymouth, Hokitika e Ross
  14. A Chegada em Arthur’s Pass
  15. A Subida do Mt Aicken
  16. As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
  17. Quatro Dias em Queenstown
  18. Fiordland, Te Anau e Henry Creek
  19. A Grandeza de Milford Sound
  20. Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole
  23. Curio Bay e Nugget Pt
  24. Brighton e Dunedin
  25. Cape Wanbrow, Geraldine e Big Tree Walk
  26. Christchurch e as Seacliffs

O “sound” do título é algo para o qual eu não encontrei uma tradução adequada, então vale explicar. Chamam-se “sounds” as entradas do mar por vales e montanhas, geralmente configuradas de maneira fechada e até meio labiríntica.

Não entendeu? Dê uma olhada no mapa de satélite do Milford Sound e do Queen Charlotte Sound, este último onde cruza o Ferry entre a Ilha Norte e a Ilha Sul. O extremo sudoeste da Nova Zelândia é composto pelo Parque Nacional Fiordland, um dos maiores complexos de “sounds” do mundo, e o maior parque da Nova Zelândia.

Este parque não é acessível na maioria de sua extenão, sendo extremamente recortado e inabitado. São várias as menções que o meio ambiente aqui permanece inalterado desde o povoamento do país - embora minha formação me force a duvidar um pouco disso.

Como dito no post anterior, a estrada de Queenstown até Milford Sound é lindíssima, e cruza-se diversos pontos de filmagem de O Senhor dos Anéis. Esta planície por exemplo.

Planícies de Fiordland

Não imagino um acesso fácil via terra para os “sounds” que não seja a estrada com os túneis. Esta região é cercada por paredões de montanhas por todos os lados, e fico pensando como isso era feito pelos Mäori nativos da região, que comprovadamente já haviam passado por ali. A estrada para este acesso também possui o maior túnel da Nova Zelândia.

Paredão de acesso para os Sounds de Fiordland

Ao chegar no final da estrada, infelizmente não há muito dos “sounds” para ver se você não pagar um caríssimo passeio de barco pela água. De qualquer modo, há uma pequena e simpática trilha, e um pequeno museu de história natural.

Passeio Turístico em Milford Sound

Cachoeiras descem de todos o lados das montanhas que simplesmente emergem da água sem nenhuma praia. A região de fato parece bastante inóspita e intocada. A umidade é tamanha que ainda em pleno meio-dia há uma névoa fina por cima da água acompanhada de uma névoa bem mais grossa por entre os altos becos.

Final da Trilha da Cachoeira em Milford Sound

É uma sensação minimalística olhar para o fundo dos becos. Dizem que quando chove a paisagem fica ainda mais bonita por aumentar o fluxo de água que desce das inúmeras cachoeiras.

Paisagem de Milford Sound

Aliás, eu estou nas duas fotos acima. Se você prestar atenção pode me ver. Entendeu o porquê da sensação minimalística?

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Vinícius Massuchetto

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12 2009

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