A Grandeza de Milford Sound
Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia
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- As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
- Quatro Dias em Queenstown
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- A Grandeza de Milford Sound
- Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
- Invercagill e Bluff
- Waipapa Pt e Jack’s Blowhole
- Curio Bay e Nugget Pt
- Brighton e Dunedin
- Cape Wanbrow, Geraldine e Big Tree Walk
- Christchurch e as Seacliffs
O “sound” do título é algo para o qual eu não encontrei uma tradução adequada, então vale explicar. Chamam-se “sounds” as entradas do mar por vales e montanhas, geralmente configuradas de maneira fechada e até meio labiríntica.
Não entendeu? Dê uma olhada no mapa de satélite do Milford Sound e do Queen Charlotte Sound, este último onde cruza o Ferry entre a Ilha Norte e a Ilha Sul. O extremo sudoeste da Nova Zelândia é composto pelo Parque Nacional Fiordland, um dos maiores complexos de “sounds” do mundo, e o maior parque da Nova Zelândia.
Este parque não é acessível na maioria de sua extenão, sendo extremamente recortado e inabitado. São várias as menções que o meio ambiente aqui permanece inalterado desde o povoamento do país - embora minha formação me force a duvidar um pouco disso.
Como dito no post anterior, a estrada de Queenstown até Milford Sound é lindíssima, e cruza-se diversos pontos de filmagem de O Senhor dos Anéis. Esta planície por exemplo.
Não imagino um acesso fácil via terra para os “sounds” que não seja a estrada com os túneis. Esta região é cercada por paredões de montanhas por todos os lados, e fico pensando como isso era feito pelos Mäori nativos da região, que comprovadamente já haviam passado por ali. A estrada para este acesso também possui o maior túnel da Nova Zelândia.
Ao chegar no final da estrada, infelizmente não há muito dos “sounds” para ver se você não pagar um caríssimo passeio de barco pela água. De qualquer modo, há uma pequena e simpática trilha, e um pequeno museu de história natural.
Cachoeiras descem de todos o lados das montanhas que simplesmente emergem da água sem nenhuma praia. A região de fato parece bastante inóspita e intocada. A umidade é tamanha que ainda em pleno meio-dia há uma névoa fina por cima da água acompanhada de uma névoa bem mais grossa por entre os altos becos.
É uma sensação minimalística olhar para o fundo dos becos. Dizem que quando chove a paisagem fica ainda mais bonita por aumentar o fluxo de água que desce das inúmeras cachoeiras.
Aliás, eu estou nas duas fotos acima. Se você prestar atenção pode me ver. Entendeu o porquê da sensação minimalística?




