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Isso não deveria ser uma polêmica e muito menos enxergado com maus olhos. Para muitos dentro da UTFPR pode parecer contradição do foco técnico e industrial voltar-se para o ensino de línguas. A lógica de que cada macaco no seu galho trabalha melhor e que em Curitiba já existe esse curso na UFPR parece suficiente para negar tais esforços.

Humanismo no caso não se limita ao CIMCO, mas à toda estrutura, disponibilidade e demanda da universidade. Se ela existe, então por quê não ir adiante? Ampliar o campo de atuação da universidade na sociedade até onde isso for possível nada mais é do que obrigação, especialmente levando em consideração o esquecimento do aspecto de serviço humano da tecnologia pelos estudantes da UTFPR.

A proposta de química, educação física, português, física, design e demais cursos fora da área de tecnologia são consequências de uma mudança de concepção que aos poucos ocorre, incluindo:

  • o amadurecimento da instituição quanto à sua capacidade e visão;
  • a insistência de departamentos que, por anos serviram como auxiliares para outros cursos, com verbas reduzidas e mais dificuldades para implementação de seus projetos do que aqueles responsáveis pelas engenharias;
  • o conhecimento de que os cursos de tecnologia são incompletos para o mercado comparativamente à cursos de engenharia e bacharelado.

Não investir na área técnica não desfoca a universidade do seu objetivo tecnológico, muito pelo contrário. A tecnologia e principalmente o mercado carece muito de compreensão da psique humana pra se desenvolver, e então ser rentável. Quem sabe finalmente não estamos rumando à um futuro onde a tecnologia será uma unidade de produção mais eficiente ao deixar os cifrões um pouquinho de lado?

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