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Texto surgido a partir de uma discussão sobre o Esperanto.

A Índia é um país com umas 30 línguas oficiais e pelo menos 2.000 dialetos, e esse seria o caso do Brasil se ele não tivesse sido o cenário da maior matança que já houve na história.

Após a independência (há uns 60 anos) esse país iniciou um processo nacionalista de reforma linguística, trocando o nome de todas as empresas públicas, ruas, títulos e praças do inglês para a língua
local, reformando a educação priorizando o ensino de história, geografia e do dialeto regionais.

Embora o inglês seja muito falado - sendo a primeira língua nas universidades e várias outras instâncias - o processo de valorização da língua teve um papel de identificação cultural crucial.

A mesma coisa acontece na Nova Zelândia, onde a língua indígena local Mäori também é obrigatoriamente ensinada nas escolas e tem até um canal de TV com legendas em inglês, mesmo sendo falada por menos de 100 mil pessoas.

O Brasil é uma mistura muito mais heterogênea que estes países e pouquíssimo aprendemos sobre nossas origens, e quando aprendemos baseamo-nos mais no geopolítico que no cultural. Não só o esperanto
torna-se importante neste ponto, mas também o tupi, o guarani e o latim.

A deficiência de diversos tópicos da educação brasileira - como o mal ensino do próprio português - não abatem esta outra deficiência de valorização cultural, o que hoje se resume a futebol e samba.

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