Já que um laptop ligado 24/7 não é uma idéia muito boa, aproveitei que sobrou um computador velhinho aqui em casa e resolvi deixar o coitado dando prejuízo pra companhia de telefonia o dia inteiro, montando nele um pequeno servidor torrent que eu pudesse acessar de modo remoto, tanto em casa pra controlar e copiar os arquivos que já baixaram, tanto no trabalho pra também adicionar um torrent ou outro na hora do almoço.
Se sua máquina se conecta via DHCP (o que provavelmente acontece numa conexão doméstica), você pode usar um localizador de IP dinâmico tipo o NO-IP para poder acessá-lo de qualquer lugar.
Existem diversas opções para tal, em geral todas são bem leves. As que tentei foram o BTPD e uma interface web, e o TorrentFlux.
O BTPD é o BitTorrent Protocol Daemon, que como o nome diz roda como um daemon do sistema. Esta alternativa é bem estável e possibilita o seu uso somente por SSH e SCP sem se preocupar com nohups, já que não depende de um usuário logado para rodar.
No Ubuntu e no Debian sei que dá pra instalar via repositório;
apt-get install btpd
Isso vai instalar o programa em ‘/var/lib/btpd‘ , e os arquivos baixados também irão para lá, na subpasta ‘files‘. Já para compilar a partir da fonte para outras distros, certifique-se de ter o compilador GCC (libc6) e OpenSSL (libssl). Verifique o configure, pois pode-se escolher o lugar pra onde vai estes arquivos do BTPD.
Para controle via SSH essa instalação (além dos pacotes servidor e cliente SSH, logicamente) já é necessária. Via linha de comando pode-se usar o BTPD digitando:
btpd helpPara adicionar um torrent, por exemplo, faz-se assim:
btpd add -d diretorio_para_organizar arquivo_torrent.torrentPorém, alguns caras inventaram coisas mais fáceis pra lidar com o BTPD. É o caso do btpd-webui (Web User Interface em Python) ou do php-btpd (em PHP). Ambas são muito boas, e requerem então diferentes recursos da máquina. Daqui pra frente lidaremos com o Ubuntu e Debian.
Para o btpd-webui você não vai precisar instalar nenhum servidor web tipo o apache. Vamos às dependências:
apt-get install python2.5 python-twisted-bin python-twisted-core python-twisted-web subversion
O comando instala o Python 2.5, mas você pode usar o 2.4 se quiser. E então com isso podemos instalar o btpd-webui:
svn checkout http://btpd-webui.googlecode.com/svn/trunk/ btpd-webui-read-only cd btp-webui-read-only sudo python setup.py install
O programa vai precisar também ler e escrever no socket do BTPD, que é o arquivo ‘sock‘ que na instalação padrão vai pra ‘/var/lib/btpd/sock‘, então:
sudo chmod 777 /var/lib/btpd/sock
Agora é só acessar seu computador via navegador pela porta 12321:
http://NOME:12321
O usuário e a senha são ‘btpd’, e podem ser mudados no arquivo ‘.btpd-webui/conf‘ do seu usuário. Confira a pele do bicho.

O TorrentFlux sinceramente me impressionou, e mostra-se como um excelente gerenciador de torrents remoto que suporta multi-usuários, download local dos arquivos baixados e informações detalhadas a respeito de cada torrent.
Instalando as dependências com PHP5:
apt-get install libapache-mod-php5 php5-mysql bittornado python libphp-adodb mysql-server mysql-client
Baixe o TorrentFlux e coloque ele na pasta do apache, geralmente:
tar -xvzf torrentflux* cd torrentflux* cp -r html /var/www/torrentflux
Crie um banco pra ele e importe o arquivo SQL:
cd sql mysqladmin create torrentflux mysql torrentflux < mysql_torrentflux.sql
E edite o arquivo de configuração “config.php“, acertando o usuário e senha do seu banco MySQL. Acesse via navegador, acerte o usuário e senha que ele vai pedir e olha que lindão que fica.

[...] por Vinicius Massuchetto (viniciusandreΘgmail·com) – referência [...]
Bem velhinha essa hein…
Sabe o ALT+F4?
tou tentando adaptar essa solução num nas (freenas)
Coloca uma referência pra gente quando você tiver (ou se já tiver) algo publicado, Daniel.
e porque não usar o MLdonkey e leve (eu tenho instalado num disco ligado ao router)
suporta torrent , emule , ftp , http e com algum trabalho dc tudo no mesmo programa tem web gui tem software de gestão para win , linux e se na me engano para mac (uso o sancho)
O MLDonkey é muito bom, também, mas até agora por motivos de problemas de rede só consegui usar via telnet.
Assim que eu resolver o problema com meu router quero escrever sobre ele também.
Outro programa que eu acho muito útil é o ‘rtorrent’.
Ele é leve e rápido, tem suporte a criptografia e DHT (nas versões mais novas).
Ele não é um daemon como o ‘btpd’, porém se você conciliar seu uso com o do ‘screen’, tem-se um par perfeito.
Mas o problema mesmo é o suporte web. Sabe como a tela preta horroriza pessoas que não estão acostumadas com ela.
O Deluge é ótimo e tem um rica interface gráfica web, basta ativar nos plugins.
Eu, como o Felipe, uso como rtorrent com screen, e configurei duas interfaces web. Ele é excelente, tem boa interface em modo texto e suporta dht, limite de up e down… se alguém tiver interesse faço um tutorial. Mas esse post ficou muito bom, ainda não conhecia o btpd, e o torrentflux testei a tempos atrás.
Legal a dica
Oi Rodrigo. Assim que você tiver esse tutorial diga pra gente onde ele está (ou copie e cole aqui mesmo). Que eu ainda não pesquisei sobre o rTorrent. Abraço!
Melhor do que o Torrentflux, só o Torrentflux-b4rt, q é um fork dele: http://tf-b4rt.berlios.de/. Algumas diferenças são:
- Uso de Ajax p/ redesenhar a página.
- + trackers (mainline, bittornado, azureus e transmission).
- vários usuários conectados simultaneamente.
- Aceita download no esquema wget, metalinks e arquivos nzb (Usenet), além dos torrents.
- Um gerenciador de arquivos integrado.
- Esquema (c/ um daemon chamado fluxd) p/ agendar downloads.
Muuuuuuito bom. Eu uso e recomendo.
Eu já mexi c/ o MLDonkey, mas sinceramente nunca consegui me entender c/ ele p/ usar torrent. E eMule… Tem q ter muito saco p/ baixar qualquer coisa por lá.
[...] Eis que precisávamos compartilhar a conexão da NET Virtua com mais quatro computadores, e então montei um servidor com um computador velho que trabalha como um firewall e um router. Para esta opção pode-se usar diversas distribuições como Coyote ou o Brazil FW – que rodam em um simples disquete, mas eu utilizei o Debian, pois havia um pequeno HD e eu ainda queria fazer algumas tarefas de leeching. [...]