Em relação à documentação relacionada ao Projeto Rondon contida nesta página, foi publicada uma reportagem na Folha do Maranhão do Sul, jornal local da região de Carolina e Filadélfia que visitamos em janeiro de 2007, de autoria de Waldir Azevedo Braga Clique na imagem para ler direto do jornal.
Devo dizer que, ao contrário do que pensam na cidade a respeito, não mandei nenhuma carta com os meus textos do Projeto Rondon à prefeitura ou à redação da Folha do Maranhão do Sul. Seja como este texto lá chegou, foi retirado desta página.
Chegou à nossa redação um relatório dirigido pelo sr. Vinícius André Massuchetto, integrante do projeto Rondon, que esteve em Carolina e Filadélfia, no mês de Janeiro, fazendo uma analise, relatando que observou em Filadélfia, onde permaneceu com seu grupo, tendo feito diversas criticas ao empresario e prefeito de Filadélfia, Pedro iran.
A primeira delas, é que ele não tem instrução; só tem a 4o. serie do primeiro grau. Ora ilustre jovem Rondôniano, parece-me que, nem sempre o homens cultos são os mais sábios e os melhores administradores e as grandes descobertas nas diversas áreas do conhecimento humano foram realizadas por homens sem qualquer curso acadêmico, a começa por Pasteus, o pai da microbiologia: No Brasil, hoje Lula é um exemplo: diz o FMI que o Brasil hoje está melhor que antes, tendo Lula pago até parte da divida externa; e no Maranhão, o senador Sarney, que é poeta e escritor membro da Academia Brasileira de Letras, deixou o Maranhão colocado num dos últimos lugares na escala do desenvolvimento brasileiro.
No entando, Pedro Iran, sem instrução, como você afirma, é imbatível como administrador de empresas, e, como administrador público, nunca foi acusado até mesmo por seus rancorosos adversários, de ter se apropriado de um centavo da prefeitura de Filadélfia, tanto no primeiro quando no segundo mandato.
Quanto à sua afirmação de que ele quer ser prefeito para facilitar a aprovação de seus projetos que visam seu enriquecimento, não é verdade, porque os bancos não olham com bons olhos a posição de prefeito de um município pequeno, pois sabem dos problemas que de um modo geral envolvem esses prefeitos acusados violentamente por seus adversários, sujeitos na maioria das vezes a processos ligados a improbidade administrativa. O que os bancos olham hoje, quando financiam projetos, especialmente na área do turismo e da indústria, é o patrimônio, que o sr. Pedro Iran tem bastante, acumulado em mais de 40 anos de luta empresaria, e competência administrativa que ele tem demonstrado de sobra.
Transcrevo parte de suas acusações e observações:
“A área que a prefeitura (refere-se a Filadélfia) ocupa é mais ou menos do tamanho de minha casa, e logo ao lado da prefeitura encontramos, um contraste muito grande, pois há uma casa de pau-a-pique, o que é bastante comum na região. Prestando um pouco de atenção nos empreendimentos da região, encontramos muito a palavra PIPES, presente em construtoras, mecânicas, transportadoras, etc. O prefeito é detentor de muito poder e dinheiro, embora seja incapaz de ler o nosso projeto, por ter estudado s’até a 4o. série. O seu novo empreendimento no parque Pedra Caída causou me um pouco mais de receio. Ouvimos muitos rumores entre a população daquia respeito deste projeto. O parque Pedra Caída, custo à vista, 1 milhão e meio de reais para ele. O empreendimento planejado até agora está avaliado em 40 milhões, que estão desde já guardados. Possui aviões, carros, um instituto, e muita influência local. Toda a área em torno da cidade de Filadélfia pertence a ele, e muitos tem medo de manifestar-se contra.”()Como Rondôniado, você ficou assombrado com o nome PIPES em vários empreendimentos, por que você está acostumado a ver nomes como Vale, Sheel, Votorantim, Bradesco, Wolks, Fiat, e dos grupos espanhóis que controlam nossa péssima telefonia, e nunca tinha visto o nome de uma empresa de uma pequena cidade do interior do Brasil dominar a região onde opera, com o empresário aplicando o dinheiro que ganha e que obtém por empréstimo em empreendimentos na cidade em que tem a sede de sua empresa e na sua cidade natal, sem desviar nada para a Suíça.
Sr. André, isso nãoé ruim. Isso é bom. Você não se admira da forma astronômica que a Vale do Rio Doce aumentou seu capital em 10 anos, nem a que o Bradesco acumulou nos últimso 30 anos; mas se admira dos recursos que o Pedro Iran acumulou em mais de 40 anos de atividade, tendo iniciado vendendo leite e remando canoa.
Quanto a compra de terras, que ele justifica para montar uma industria de biodiesel, e não para ser indenizado pela Barragem é muito melhor que colocar o dinheiro em paraísos fiscais. Nossa sociedade é que estimula a concentração de terras, de dinheiro, de poder, de tudo, alimentando o latifúndio em vez de enfraquecê-lo, e não é culpa do empresário, que é o maior empreendedor da região, com mil e tantos empregos concentrados na sua maioria na região de Carolina e Filadélfia,
Quanto ao medo que ele infunde o povo, desconhecemos, pois o que sabemos é que o povão gosta dele, ele eajuda o povão dentro do sistema assistencialista que predomina em todo o país.
Ele comete erros e tem falhas? Isso é natural em todo ser humano. E quanto mais empreendedores e mais atuantes, mais erros cometemos. Mas nunca sabemos de nenhuma acusação de corrupção e de improbidade que lhe pese.
Waldir Azevedo Braga
Um pouco sobre o autor.

Waldir Azevedo Braga nasceu em 29 de junho de 1928, em Carolina (MA), filho de Antônio Braga Noleto (já falecido) e de dona Jeny Azevedo Braga. Cursou o primeiro grau no Colégio Batista de Carolina e no Colégio Marista, em Belém (PA).
Foi repórter do jornal Tribuna Popular, no Rio de Janeiro, tendo colaborado no Suplemento Literário. Ainda no Rio, colaborou no Jornal de Debates, escrevendo comentários políticos e econômicos, tendo publicado nesse jornal uma carta dirigida ao deputado federal Antenor Bogéa, lida na Câmara Federal pelo deputado Lino Machado, e respondida no Jornal de Debates.
Escreveu crônicas, contos, comentários políticos e literários, poesias nos seguintes órgãos: Jornal de Debates e Tribunal Popular, no Rio de Janeiro; Tribuna de Carolina, A Tarde e O Progresso, no Maranhão.
Foi vereador no período de 1982 a 1992; foi presidente da Câmara Municipal de Carolina no biênio 1991/1992; foi relator da Lei Orgânica do Município de Carolina; presidente da Associação Comercial e Industrial de Carolina no período de 1964/66. Foi diretor do jornal A Tarde, em Carolina, e um dos fundadores do Colégio Comercial de Carolina, ao lado do desembargador Luís de Almeida Teles, tendo sido o primeiro presidente do núcleo carolinense da Campanha Nacional de Educandários gratuitos. Foi chefe de gabinete, secretário de Educação e chefe do dmer (funções que acumulava) na administração do prefeito absalão coelho.
Após longos anos de atividade comercial, hoje se dedica à criação de gado bovino.
