Estamos em Auckland há 4 dias, e o que pudemos perceber desde o primeiro momento que pisamos aqui é a escala de consumo frenética a qual a população daqui está submetida. Os produtos em si por matéria prima são mais baratos, porém, a taxa de custo dos mesmos é muito mais sobre os serviços e encargos. Isso faz com que serviços em si sejam muito mais caros.
Com isso, tudo o que precisamos é extremamente caro, e tudo o que usamos é extremamente custoso. Ao andar pela rua não se vêem sequer mendigos sem essa concepção de compra. Eles até têm celular! As lojas são muitas e por toda a parte. Bares, cafés e pubs são milhares por galerias de ruas, todos sustentados muito bem pela população. Os carros são extremamente baratos.
A centralização de capital é absurda, tanto em termos de nação quanto de população. O país não parece sofrer com todas as chagas sociais às quais estamos acostumados. Os jornais possuem manchetes muito diferentes, muito tranquilas, espetacularizando o cotidiano para vender. O abismo social não existe, mas podemos notar que muitos têm absurdamente muito dinheiro, banalizando os quesitos de consumo e de trabalho que se completam pela falta de mão de obra especializada, e outros que têm muito pouco dinheiro, que na pior das hipóteses são muito bem bancados pelo estado e podem ter videogames, DVDs, uma moradia decente e alimentação gratuita diariamente.
A consciência e o interesse político - assim como no Brasil - são nulos. Todos estão muito ocupados ganhando seu dinheiro e gastando com futilidades. Ao se assistir 30 minutos de um canal de TV para jovens não se vê nada que não seja direcionado para o gasto. Toda a cultura está muito bem embutida no sistema: Música, filmes, etc. Pois mesmo que discretamente, há o incentivo para a compra de algum aparelho eletrônico, roupa, carro, etc. É a vida que todos sonham por aqui: Poder comprar o máximo de coisas que puderem.