Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia
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- Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
- O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
- Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
- Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
- O Atolamento no Extremo Norte Proibido
- Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
- O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
- Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
- Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
- Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
- A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
- Greymouth, Hokitika e Ross
- A Chegada em Arthur’s Pass
- A Subida do Mt Aicken
- As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
- Quatro Dias em Queenstown
- Fiordland, Te Anau e Henry Creek
- A Grandeza de Milford Sound
- Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
- Invercagill e Bluff
- Waipapa Pt e Jack’s Blowhole
- Curio Bay e Nugget Pt
- Brighton e Dunedin
- Cape Wanbrow, Geraldine e Big Tree Walk
- Christchurch e as Seacliffs
Saindo de Milford Sound o plano era ir agora até o extremo sul do país para depois voltar ao norte pela costa leste. A caminho de Invercagill - a última cidade de tamanho considerável, deparamo-nos com o aviso turístico “Clifden Caves”. O Beto havia muito tempo queria explorar algumas cavernas, e assim como todo o resto de nossas atividades - trilhas, escaladas em geleiras, rally em terras perdidas - não tínhamos nenhum equipamento, e isso até agora não era muita desvantagem.
A entrada parece bastante turística e fácil, o que muda poucos metros adentro. A amplitude simplesmente acaba, aparentando o fim da caverna. Aí olhando um pouquinho melhor para as paredes só à base de luz de lanterna de dínamo e LED de celular pode-se ver algumas flechas refletoras que indicam o caminho. “Não é possível, será que tem que entrar aqui mesmo?”. O negócio era tentar.
Os túneis e malabarismos continuavam adentro. Cada nova fenda era um exercício de contorcionismo, isso sem falar nas escadas por cima dos lagos subterrâneos e a iluminação precária que tínhamos. Um cara um pouco mais gordo não iria muito longe.
Infelizmente a maioria das fotos não ficaram muito boas devido à escuridão intensa. Tentamos fotografar algumas estalactites e estalagmites, artrópodes fluorescentes e lagos, só que nada ficou muito bom. Vídeos são impossíveis com as câmeras que tínhamos.
Enfim, passamos um bom tempo indo de fenda em fenda sem saber o quanto teríamos de ir, e parecia que a caverna não acabava nunca mais. Do nada a luz surge por uma passagem estreita, e lá estava a saída. Saímos no meio de um pasto com paisagem recompensadora.




