Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia
- Auckland a Mangawhai Heads
- Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
- O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
- Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
- Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
- O Atolamento no Extremo Norte Proibido
- Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
- O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
- Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
- Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
- Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
- A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
- Greymouth, Hokitika e Ross
- A Chegada em Arthur’s Pass
- A Subida do Mt Aicken
- As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
- Quatro Dias em Queenstown
- Fiordland, Te Anau e Henry Creek
- A Grandeza de Milford Sound
- Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
- Invercagill e Bluff
- Waipapa Pt e Jack’s Blowhole
Após três dias em Arthur’s Pass seguimos mais ao sul para visitar as geleiras. O acesso turístico nessa região é bastante acirrado, e as geleiras atraem ônibus e mais ônibus de turistas, mesmo com tempo chuvoso e fora de temporada. Fomos visitar primeiro a geleira chama Franz Josef.
O acesso é específico, então se você for para a porção centro-sudoeste da Nova Zelândia, com certeza vai ser por causa das geleiras porque não há mais muita coisa por lá. Antes de mais nada visitamos o centro turístico do Departamento de Conservação que fala alguma coisa sobre as geleiras.
Como fizeram para todas as belezas naturais, os Mäoris atribuíram uma lenda às geleiras. Uma moça perdeu seu namorado entre os penhascos e chorou tanto que os deuses congelaram suas lágrimas, resultando nas geleiras.
Esta observação eu achei particularmente interessante, que é o declínio do tamanho da geleira de acordo com os anos. Mais tarde ao pegar a estrada para a geleira, vê-se diversas plaquetas como “Em 1989 a geleira estava aqui.”, e a distância entre os tamanhos, ainda mais quando percorrida de carro, fica assustadora.
A prudência na Nova Zelândia não foi muito o nosso forte. Não faltavam avisos dizendo para não continuar, mas como fizemos isso em todos os pontos turísticos, transpassamos a “linha de segurança” aqui também. Essa linha fica a mais ou menos uns dois quilômetros da geleira, e isso deve-se principalmente devido à uma rápida mudança da correnteza e do curso do rio que desce dela, o que pode facilmente dar problemas.
Aqui dá pra ter uma ideia da distância. Parece perto, mas é só começar a andar para perceber que não é. Como observado na primeira foto, todo esse vale já foi ocupado pela geleira.
Os estrondos que se houve ao chegar perto da geleira são de fato assustadores. É gelo caindo toda hora, pedra rolando, chão escorregadio e tudo que precisa pra coisa dar errado. Mas mesmo assim, não resistimos e subimos a geleira até um pedaço mesmo sem equipamento.
Já a outra geleira, a Fox Glacier, é menor e mais sem graça que a Franz Josef. Porém, a vantagem é que pode-se chegar muito mais perto dentro dos limites de segurança.






