Biblioteca de Auckland

19, Maio 2008

tag fotos | nova zelândia |

Se você quer viajar para algum lugar, a melhor maneira de aproveitar ao máximo é ler quilos de material sobre o local, e então, fui para um dos meus lugares preferidos: a biblioteca. Infelizmente a maioria das pessoas que eu conheci não sabem onde fica a biblioteca central de Auckland, uma pena, pois ela tem um acervo relativamente bom e me ajudou bastante até agora. O cadastro para empréstimos é gratuito e possível para qualquer um que vá ficar na Nova Zelândia por mais que 6 meses.

As bibliotecas públicas que conheci até hoje têm uma aparência mais antiga e rústica, com tias medonhas atrás dos balcões e aquele silêncio fúnebre. Esta aqui mais parece uma loja de livros. Os livros, CDs, DVDs e gibis mais atuais ficam logo na entrada. Propagandas (?) para você emprestar livros em frente às escadas rolantes, internet de graça e um espaço bem confortável para gastar horas e horas nos comics.

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Museu de Auckland

18, Maio 2008

tag fotos | nova zelândia | viagens |

Aproveitando a última semana na cidade, não poderíamos deixar de conhecer o museu. Aliás, coisa que deve ser visitada em cada cidade pela qual se passa, e principalmente nesse caso, o que faz tal lugar um passeio imperdível para quem passar por Auckland.

A entrada é livre, mas uma doação de $5 é requerida (você acha mesmo que eu paguei?).O Museu de Auckland ocupa o centro de um parque bem bonito, o Auckland Domain, bem no meio da cidade. O acesso a pé a partir de suas diversas entradas é um passeio bem bacana pelos bosques.

A fachada é bem majestosa e lembra o prédio da UFPR no estilo grego.

São três andares principais: História Māori e dos povos do pacífico, história natural e história militar.

Canoas enormes foram utilizadas pelo pessoal que chegou aqui antes dos brancos mesmo com técnicas de navegação bem inferiores à dos europeus. Ir a mar aberto com rumo incerto pelas ínfimas ilhas do pacífico é constantemente lembrado como ato de coragem e bravura na cultura Māori.

Réplicas de moradias e outros artefatos com trabalho em madeira assustadoramente detalhado.

Uma pena diversos animais vivos serem mantidos, principalmente nas sessões direcionadas às crianças que freneticamente esmurram os biombos de vidro.

Uma sala sobre a Patagônia. As pessoas em geral conhecem melhor a Argentina que o Brasil. As relações diplomáticas dos povos de colonização inglesa são bem mais próxima do nosso vizinho que nós. A fama é devido também em partes à Guerra das Malvinas.

Os aparelhos em si são bem interativos, não há problemas com câmeras fotográficas nem em tocar tudo o que se está ao alcance. Isso aí é um microscópio com o sistema de focagem bem simplificado para uso público, ao lado de uns besouros um tanto dinossáuricos.

Plantas carnívoras, também de verdade.

O Bernardo se estranhou com um Tux gigante perto da sessão dos dinossauros.

A sessão sobre história militar guarda muitas armas e apetrechos usados na primeira guerra. Por Auckland existem diversas lojas de montanhismo onde se pode obter as quinquilharias mais esquisitas relacionadas à guerra.

Nesta sessão central do museu, no último andar, encontramos as homenagens aos mortos na primeira guerra mundial, episódio lembrado com um dos poucos feriados nacionais, o ANZAC Day - dia dos soldados do exército da Austrália e Nova Zelândia - no qual morreram um quarto de toda a tropa enviada.

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Estranhos Padrões de Bem Estar Animal

16, Maio 2008

tag especismo |

Urso da WSPA Utilizado em Propaganda IncoerenteVejo frequentemente as propagandas da WSPA - sociedade mundial para proteção dos animais - na TV, onde animais tristonhos e sofredores são mostrados, e uma doação de $25 é requerida via uma ligação telefónica. Esta organização é presente em vários países, e foca suas atividades de acordo com cada região. Na Ásia por exemplo, a criação de ursos é questionada no Vietnam.

OK, o objetivo é nobre, e muitos animais sofrem nas mãos dos humanos para fins recreativos, porém, tenho certeza que de longe a atividade que mais gera sofrimento é o consumo de carne. Ser contra a violência animal explícita não significa ignorar àquela presente entre as quatro paredes dos abatedouros, e encaro como uma incoerência se utilizar da propaganda “amo os animais” nesse caso.

Curioso, escrevi para a WSPA:

Olá, me interessei bastante pela WSPA, porém, não encontrei muitos materiais presentes na área do consumo de carne. Afinal, este é o meio que mais causa sofrimento animal. Muito Obrigado!

Recebi uma canned message (mensagens pré-preparadas) que agradecia pelo interesse, citando os seguintes itens pelos quais a organização trabalha em prol quanto ao consumo de carne:

  • Conscientização do público a respeito do sofrimento causado aos animais que vivem no sistema de produção industrial;
  • Educação para produtores e comerciantes sobre sua responsabilidade social e os benefícios do bem-estar animal nesse sentido;
  • Lobby legislativo direcionado à promoção do bem-estar dos animais de produção, incluindo manejo pré-abate e abate humanitário, sem causar medo, dor e sofrimento;
  • Trabalho direcionado a professores e estudantes sobre a importância do bem-estar animal;
  • Campanhas para deter o transporte de animais por longas distâncias, que causa o sofrimento de bilhões de animais todos os anos.

Decepcionado, ao ler a resposta, faço de minhas perguntas, as já feitas por um amigo meu:

Como é possível criar animais, em escala industrial, garantindo seu bem-estar, alimentação natural e liberdade, não lhes imputando castração, separação das mães, divisão artificial em grupos, marcação, transporte e outros tipos de sofrimento e dor?

Como é possível ampliar o cultivo de grãos, para ração animal, por sobre áreas de florestas e áreas de alimentação humana, gerando maior devastação ambiental, e ainda menos alimentos, menos proteínas e menores perspectivas na resolução do problema da fome?

Não vou ser nazista e bater e-mails com uma seleção de mensagens já escritas, mas a incoerência ambiental e apelo pela compaixão quando falamos que os animais sofrem consiste em um olhar muito mais além dos vira-latas que reviram seu lixo ou do e-mail dos gatinhos bonsai que você mandou pra 30 amigos.

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Atualizando-se Com seus Artistas Preferidos via RSS com o Rhythmbox e Last.fm

11, Maio 2008

tag software livre |

rhythmbox last.fm soundamusPara fãs de diversos artistas sempre é difícil saber quando um deles está planejando lançar algo, ou já lançou, ou já tem um single de alguma música, ou um DVD, ou etc, etc, etc…

O fato é que pode-se ficar bem por dentro do que está rolando com uma banda ou artista ao visitar sempre sua página, seu MySpace, assinar um RSS e coisas do tipo. Mas quando se é fã de 30 bandas e se quer saber a respeito de todas elas isso já vira um trabalhão.

Ao pesquisar bastante sobre uma ferramenta que eu achava que não deveria existir, cheguei no Soundamus. Uma ferramenta muito útil e integrada com outros serviços no melhor estilo “Web 2.0″.

Ela funciona baseada no seu gosto musical lido com Last.fm (que é como se fosse o Orkut das músicas) e nas informações (geralmente bem atualizadas) da maior loja online de mídia, a Amazon.

O rhythmbox é o player padrão do GNOME, e de alguns sistemas que o utilizam, tais como o Ubuntu. Este player tem um plugin para o Last.fm, onde a cada faixa tocada, informações são enviadas para o sistema que armazenará o histórico de tudo o que foi tocado, montará estatísticas de preferência musical, e indicará bandas parecidas às que você ouve e à pessoas com um gosto musical parecido.

A partir do momento que você tiver um perfil no Last.fm ativo, você pode criar um RSS no Soundamus.

Para ativar e configurar o plugin no rhythmbox:

  1. Acesse o menu Editar > Plug-ins;
  2. Marque a caixa Last.fm, e clique em “Preferências”;
  3. Entre com o seu nome de usuário e senha do Last.fm.

Para criar seu CSS

  1. Vá para a página http://www.soundamus.net
  2. Entre com o seu nome de usuário do Lasft.fm e clique em “feed me”. Dependendo da quantidade de informações que você já mandou para o Last.fm, o seu feed vai demorar um pouco para ser gerado;
  3. Assine seu feed com o leitor de sua preferência.

Para ver melhor como funciona, você pode dar uma olhada no meu perfil no Last.fm e no RSS feed que eu criei no Soundamus para acompanhar o que os artistas que eu gosto estão aprontando.

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Ilegal, mas nem tanto…

4, Maio 2008

tag nova zelândia | política | viagens |

Uma coisa é fato muito presente na Nova Zelândia. Todo mundo ‘potencialmente’ fuma maconha. ‘Potencialmente’ porque não tem como caracterizar uma pessoa na rua como usuário. Um pai de família de 50 anos ou um garoto de 12, não importa, a convivência com as pessoas mostra que todos os gêneros de pessoa têm amplo acesso, e consomem.

O consumo e porte é ilegal, e acarreta em multa ou prisão, mas esta é uma lei tão táxica quanto à do trabalho de imigrantes ilegais (coisa que eu já sei muito bem como funciona). Na rua dificilmente, mas em casa, festas de família, no trabalho após o expediente, todos fumam. Perguntar “Você curte uma erva?” é comum e não discriminatório, soando mais como convite. As mais inesperadas pessoas - em sua maioria senhores e senhoras de respeito e idade - me surpreenderam pela postura “hippie” quando se fala em drogas.

Em termos políticos, existe um movimento consistente para descriminalização. Um partido político existe somente para este propósito, e seu principal representante - descendente Māori, os naturais da terra - recebeu 3% dos votos para eleições de conselhos municipais, ou seja: bastante gente.

As personalidades do partido volta e meia fazem o whakapohane pra rainha em TV pública, um gesto ofensivo para os inimigos em guerra. Pra nós, nada mais é do que mostrar a bunda mesmo.

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Cachorrada Sempre Por Perto

3, Maio 2008

tag especismo | fotos |

Recebi um e-mail do meu pai com umas fotos muito velhas. Engraçado como desde pequeno fui acostumado com bichos, e essas fotos explicam do porquê que não consigo comê-los hoje. =D

Eu tinha uns 15 anos nessa foto mais velha, quando eu ainda era meio loiro. O pastor alemão bonitão era o Luck, que faz uma baita falta. E o pastor belga todo alegre e desajeitado é o Ônix, sempre agitado e desesperado. A cocker coadjuvante é a mais ainda desesperada, Julie.


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Vida na Cozinha

28, Abril 2008

tag nova zelândia |

Tudo na Nova Zelândia é muito caro, ao chegar aqui precisávamos de emprego rápido, e assim foi. Antes mesmo de começar a trabalhar com sites e design, fui parar em um simpático e pequeno restaurante, esfregando chão. Após um mês, o chefe simplesmente ficou puto da cara com o restaurante e não foi trabalhar. Nisso, os pedidos começaram a chegar e uma loucura se instalou. Ao lembrar da configuração de boa parte dos pratos, comecei a fazê-los e saltar comida pra fora da cozinha. A partir daí comecei minha bendita vida de cozinheiro.

Normalmente quando conto pras pessoas “sou cozinheiro”, ou mais chique: “sou chef de cozinha”, isso soa fascinante e geralmente resultam em coisas: “Ai, que máximo!”. A manutenção e preparação da comida exerce um fascínio natural nas pessoas, afinal, todo mundo gosta de comer.

Porém, a mídia de uns tempos pra cá vem explorando muito mais essa esfera de venda do que antes. Entretenimento baseado na ‘arte de cozinhar’ agora não mais se resume a programas como os da Ana Maria Braga e afins. Ratatouille, o ratinho cozinheiro em Paris, seriados como Top Chef, Jamie’s Kitchen, Hell’s Kitchen, Urban Chef, e mais um punhado de filmes que também mostra o trabalho em cozinhas.

Dá pra aproveitar e aprender coisas, mas a verdade mesmo é que o trabalho em cozinhas é perigoso, doloroso e estressante. As coisas têm de ser feitas rápidas, e em dias mais movimentados é um desespero geral. Facas super-afiadas e objetos super-quentes por todos os lados. Acidentes são freqüentes, e eu, atrapalhado como sou, já acumulei uma coleção de cortes e queimaduras.

Esta foi no meu primeiro mês de trabalho, há uns seis meses atrás. Acho que a pele dos meus dedos queimadas por um bolinho de arroz que explodiu por estar cheio de ar nunca mais vai voltar ao normal.

Esta outra foto foi tirada duas semanas depois do acidente. Uma panela de 15 litros de batata fervente que precisa ser carregada por uns dois metros para interromper o cozimento vazou em cima de mim, mas foi me queimar mais forte na barriga, aonde o avental fica amarrado.

A mais grave mesmo foi quando eu torei a ponta do meu dedo em um fatiador desse estilo aí. A lâmina é assustadoramente afiada, e foi sangue pra todo lado. Segue o detalhe do pedaço do dedo que eu guardei.

Todo cozinheiro tem cicatrizes e histórias pra contar, algumas engraçadas, e outras bem trágicas. Felizmente meus machucados não chegam nem perto de alguns que eu já vi e ouvi a respeito.

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Afirmações Especistas Comuns

28, Abril 2008

tag especismo |

Desde que decidi me tornar vegetariano ético por ser contra o sofrimento animal, volta e meio esbarro com pessoas que, ou por chatice ou por interesse, questionam esse modo de vida. Nisso, a maioria das questões não têm fundamento, e então vou pular aquelas do tipo: Mas o que você come, então?

Aqui procurei fazer uma coletânea das mais pertinentes.

Mas a gente precisa de carne pra sobreviver!

Isto é mais um argumento lançado para fazer as pessoas continuarem comendo (comprando) carne. Não como carne já há cinco anos, não me sinto fraco nem anêmico. Está mais do que provado que uma dieta sem carne ou derivados de leite é perfeitamente possível. Diversos primatas e demais mamíferos muito mais avantajados que os humanos são herbívoros e vivem assim normalmente.

O ser humano é necessariamente carnívoro (ou onívoro)!

Existe uma discussão meio delongada para definir a fisiologia do homem como herbívoro ou carnívoro, que envolvem coisas como tamanho do estômago, comprimento do intestino, configuração dos dentes, etc. Pulando tudo isso, mesmo que o homem seja caracterizado como carnívoro (o que não seria verdade), ele tem o que os outros animais não têm: Escolha.

Mas os animais comem uns aos outros, é o modo como a natureza funciona!

A justificativa pra isso é a mesmo da questão anterior. O homem tem o poder de escolha, e pode escolher não causar sofrimento à outros animais. Zebra come capim e leão come carne de zebra porque a evolução natural moldou seus instintos para tal, e incondicionalmente eles precisam exercer esse comportamento. O homem sabe que não irá morrer se não causar sofrimento à demais animais, o leão não sabe. Se o homem está no topo da cadeia alimentar, é porque ele lá se colocou.

Mas você tem cachorros em casa! E eles são naturalmente carnívoros!

Isso é verdade. Da mesma forma que não devemos causar sofrimento animal nós mesmos, não devemos deixar também que os animais domesticados e que estejam sob nossa responsabilidade façam o mesmo. Estes animais perderam parte de seu caráter natural, e não terão certos comportamentos (como o da caça e proteção de território, por exemplo), se não os influenciarmos para tal. É para isso que existem rações que não sejam à base de carne.

Mas você deixa de matar animais, e está matando as plantas!

Esse argumento eu quase não incluí aqui por ser meio ridículo, mas enfim, muitas pessoas o usam. As plantas não têm sistema nervoso, e muito menos necessidades sociais. O fato de matá-las não caracteriza crueldade, mas sim desrespeito a partir do ponto que não consideramos seu habitat e sua espécie.

Mas você precisa matar insetos e alguns animas para viver saudavelmente!

Isso também é verdade, e definir até onde vai o direito dos animais é uma discussão mais aprofundada. Porém, isso não justifica o fato de não respeitarmos aqueles que temos certeza que sofrem (mamíferos, aves e répteis). Ratos, pombos, cachorros de rua e coisas parecidas somente existem devido à falta de consciência do homem quanto aos habitats que ele interfere. A matança em massa desses animais é uma insistência conformista, e soluções alternativas à esta podem ser tomadas. Tais animais não têm culpa de serem pragas.

Não tenho nada contra o consumo de carne, só sou contra o sofrimento animal!

Esta é outra imagem passada pela indústria alimentícia, a de que os animais são tratados condignamente até o momento que têm uma morte instantânea e indolor. Pura inocência acreditar nisso. Tais animais têm uma curta vida de estresse e sofrimento. Bois são marcados e dechifrados, frangos vivem em espaços menores que uma folha A4 por toda sua vida, porcos são capados sem anestesia, etc. Nenhum deles têm a oportunidade de exercer seu comportamento natural, criar seus filhotes, escolher seu alimento no chão, etc.

Mesmo que admitíssemos que a indústria alimentícia fosse “respeitosa com os animais”, ainda assim os animais estariam sendo mortos. A retirada de uma vida não é justificada somente porque temos controle sobre ela, e muito menos porque isso nos traz benefícios substituíveis.

Temos tantos problemas maiores no mundo como a fome, por exemplo!

Problemas maiores não justificam que os menores sejam ignorados. A fome no mundo está diretamente relacionada ao consumo de carne. E se os outros problemas em questão são tão importantes assim, o que você faz em prol deles?

Ah! Mas mesmo assim, acho que eu não conseguiria ficar sem comer carne!

Toda as questões acima têm a característica comum de que elas são uma busca pelo conformismo. Todos sabem que os animais sofrem e são contra isso, mas fecham os olhos e não aceitam a própria hipocrisia.

Com a exceção de um único colega que não chegou a me questionar sobre nada: “Mas se você não vê está tudo bem!”

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One Tree Hill - Cornwall Park

21, Abril 2008

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Bicicleta que eu achei na Nova ZelândiaUma bela noite eu estava saindo do meu trabalho às 4 da madruga, eis que vi uma bicicleta encostada nos latões de recicláveis, uma Monark guerreira estilo Caloi 10. Perguntei ao segurança de quem era aquela bicicleta desamarrada: “Ah, está aí há 2 dias.” Levei comigo.

Para testar realmente as capacidades da coitadinha, fui pedalar neste meu dia de folga. E pedalei bastante. Fui até o Cornwall Park, um pouquinho longe do centro.

É um lugar muito bonito, com um obelisco de 30m sobre a colina, somando quase 300m acima do nível do mar.

Pedalando paralelamente à Motorway, porque não é permitido sequer caminhar pelas estradas mais movimentadas.

Cornwall Park

Como é longe da cidade, não se pode ver o centro tão claramente como no Mt Eden, na Maungawhau Crater. A SkyTower fica pequenininha, pequenininha.

Cornwall ParkCornwall Park

Os jardins parecem tapetes.

Cornwall ParkCornwall ParkCornwall Park

Ovelhinhas e vaquinhas por todos os lados. Seus dejetinhos também.

Cornwall Park

O obelisco é monumental, erguido no centenário do tratado Waitangi, que estabelecia a paz entre os europeus e o povo Maori.

Cornwall ParkCornwall ParkCornwall ParkCornwall Park

A pedra Rongo cita a Kumera, a batata doce Maori, um estilo de alimento base que pode ser tomado como uma mandioca da Nova Zelândia.

Cornwall Park

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Conectando o Ubuntu no Windows Vista Através do Samba

21, Abril 2008

tag software livre |

O Windows Vista está sendo uma perfeita dor de cabeça para usuários Linux. As conexões através deste sistema não foi facilitada pela Microsoft, mas mesmo assim a coisa tem jeito.

O motivo pelo qual não é possível realizar a conexão por padrão é que o sistema de autenticação para compartilhamento que o Vista usa é o NTLMv2 , é possível mudar isso e fazê-lo conversar com um Linux.

Na máquina Linux:

Você precisará do pacote smbclient e suas dependências, para isso:

sudo apt-get install smbclient

Agora é preciso configurar um usuário e senha para o samba permitir a conexão pelo Vista, e isso pode ser feito assim:

sudo smbpasswd -a usuário

Substituindo “usuário” pelo o da sua preferência. O sistema pedirá senhas também.

Feito isso, configure um compartilhamento:

  1. Clique o botão direito em alguma pasta sua e selecione o menu “Compartilhar pasta”;
  2. Dê um nome para o compartilhamento e selecione o modo de conexão SMB - Redes Windows.

Esse compartilhamento também pode ser feito nos arquivos de configuração do samba caso você não esteja no Ubuntu.

Na máquina Windows:

  1. Vá no Menu Iniciar > Executar, e digite secpol.msc;
  2. Siga o caminho Local Policies > Security Options e selecione o item “Network Security: LAN Manager authentication level”;
  3. Mude o valor deste item clicando duas vezes sobre ele e escolhendo “Send LM & NTLM - use NTLMv2 session security if negotiated”.

Mudando configurações NTLMv2 para o Samba

Bom, agora o compartilhamento deve funcionar. Tente acessar a pasta através das redes do Windows Vista. Infelizmente ainda encontramos alguns problemas de transmissão de dados, especialmente na transferências de arquivos muito grandes.

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