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Agências de internet dependem muito do Adwords Editor caso queiram gerenciar seus links patrocinados palavra a palavra. Na versão 7.6 deste software lançada recentemente o Google dificultou as coisas, incluiu novas bibliotecas e fez o wine reclamar um monte ao tentar instalar o programa.

Como não existem versões anteriores pra download e somos forçados a atualizar o programa caso queiramos usá-lo - o que eu acho super-ultra cerceador por parte do Google, temos mesmo é que ler os erros e buscar as tais bibliotecas perdidas.

No saldo, verifica-se que o principal conjunto de DLLs faltantes são o conjunto vcrun2005 e que podem ser instalados pelo winetricks.

Esta sequência de comandos deve resolver o problema:

wget http://www.kegel.com/wine/winetricks
sh winetricks vcrun2005
msiexec /i adwords_editor_en-US.msi

Depois disso o negócio deve funcionar bem estavelmente.

Após um tempo utilizando o serviço 3G da BrasilTelecom precisei compartilhar a conexão à internet do meu computador. Na verdade é incrivelmente fácil, pois em síntese é só configurar o modem via wvdial, fixar o IP da máquina para o servidor DHCP, e ativar o iptables.

sony-ericsson-md300 Compartilhar conexão 3G no Linux

Para configurar o wvdial existem vários artigos que ensinam a editar o arquivo wvdial.conf ou mesmo a usar frontends como o gnome-ppp para conexões via bluetooth ou USB. É só procurar os dados certos para a sua operadora.

Aqui consideraremos:
Sistema Operacional Debian Linux.
Endereço de Rede “192.168.1.0″.
Interface do cabo de rede eth1.
Interface do modem 3g ppp0.
Usuário root para todos os comandos e configurações.

É necessário fixar o IP da sua máquina para que o servidor DHCP encontre um canal de conexão externa. Edite o arquivo /etc/network/interfaces:

iface eth1 inet static
address 192.168.1.1
broadcast 192.168.1.1
netmask 255.255.255.0
network 192.168.1.0
gateway 192.168.1.1

Configure o servidor DHCP pelo arquivo /etc/dhcp3/dhcpd.conf:

subnet 192.168.1.0 netmask 255.255.255.0 {
option routers 192.168.1.1;
option subnet-mask 255.255.255.0;
option domain-name “localhost”;
option domain-name-servers 201.10.120.2,201.10.128.2; # (1)
option time-offset -10800;
option ip-forwarding on; # (2)
range dynamic-bootp 192.168.1.100 192.168.1.110;
default-lease-time 21600;
max-lease-time 43200;
}

Observações desta configuração:
1. Coloque o DNS fornecido pelo seu provedor, o exemplo tem o da BrasilTelecom;
2. Informação necessária para que o servidor DHCP repasse IPs para seus clientes;

Todas as outras variáveis dos arquivos acima podem ser modificadas de acordo com a sua rede, desde que as duas opções acima sejam usadas coerentemente.

Ative a interface e rode o servidor DHCP:

ifdown eth1; ifup eth1
/etc/init.d/dhcpd restart

Depois disso aplique a regra de redirecionamento no kernel e no iptables:

sysctl -w net.ipv4.ip_forward=1
iptables –append FORWARD –in-interface ppp0 -j ACCEPT
iptables –table nat –append POSTROUTING –out-interface eth1 -j MASQUERADE

Pronto, agora é só ligar o cabo de eth1 em outro computador ou em um router para ter a conexão compartilhada. Se quiser fazer um servidor só para este fim crie um pequeno script com as duas últimas seções de código acima e coloque para ser executado no arquivo /etc/rc.local para não ter de refazer estes passos toda vez.

Tenho uma Caloi 10 de 1973 que comprei por R$80 em um ferro velho quando tinha 16 anos. Desde então venho mantendo e reformando aos poucos a bichinha que me serve muito bem, só que desde que me mudei pro centro e comecei a usá-la no dia-a-dia para trabalhar e tudo mais enfrento o climinha curitibano com muita braveza.

O grande problema não são nem as chuvas, mas sim toda a água que está no chão que a bicicleta acaba jogando pra cima de você. Procurei e procurei, perguntei em várias bicicletarias grandes e pequenas rodando pra cima e pra baixo sobre paralamas para esse modelo. O máximo que eu havia encontrado era um cara de Uberlândia que fabricava sob encomenda, e saía os olhos da cara. A resposta nunca fugiu de um: “Não existe e não tem adaptação.”

Recentemente começamos a fazer a manutenção das bicicletas aqui de casa em um lugar perto do meu trabalho, onde um simpático casal de senhores toca uma lojinha de bicicletas em frente à um colégio. Ao levar a bicicleta de minha esposa pra uma manutenção de rotina comentei sobre o fato. A resposta foi pronta: “É só querer!”

E de fato, aí está o resultado que precisou de pouquíssima adaptação. E como diria o simpático autor do serviço: “Ficou do tipo!”

Paralamas na Caloi 10

Jamais imaginei que diria isso, mas fiquei feliz de estar chovendo esta semana para poder testar. Para quem quiser, o endereço da loja:

Cicles Felippi
R. Ulisses Vieira, 2537
Santa Quitéria - Curitiba/PR
Telefone (41) 3274 8674

O título está no singular justamente pelo dia em que tive a oportunidade de aprender a andar de monociclo. É uma atividade que cansa bastante e exercita muito o equilíbrio. Vai pra lá e vai pra cá, assim como a criança que precisa das rodinhas eu precisei da pilastra, até conseguir ir pra frente.

Ainda falta muito, e por isso estou avaliando carinhosamente a possibilidade de comprar um. Obrigado ao Óscar pela foto e à Tripcirco pela oficina.

Diário de Monociclo na Reitoria

Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia

  1. Auckland a Mangawhai Heads
  2. Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
  3. O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
  4. Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
  5. Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
  6. O Atolamento no Extremo Norte Proibido
  7. Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
  8. O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
  9. Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
  10. Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
  11. Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
  12. A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
  13. Greymouth, Hokitika e Ross
  14. A Chegada em Arthur’s Pass
  15. A Subida do Mt Aicken
  16. As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
  17. Quatro Dias em Queenstown
  18. Fiordland, Te Anau e Henry Creek
  19. A Grandeza de Milford Sound
  20. Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

Ao sair de Bluff era hora de começar a subir a Ilha Sul pela costa leste, e o extremo sudeste da Ilha Sul foi uma das regiões que mais gostei principalmente porque há muito para ver. São muitos rochedos, baías e paisagens, mas sem muitas trilhas. Coisa pra turista mesmo, embora a atividade turística por aqui seja bem menor devido à distância das cidades maiores.

Ao sair pela região vimos algo muito engraçado e bizarro. Como aqui venta muito, as árvores acabam crescendo deitadas, olha só:

Árvores que crescen deitadas em southland

O primeiro lugar que paramos chama-se Waipapa Pt, que não seria tão famoso se aqui não tivesse acontecedio o naufrágio do SS Tararua, o que acaba sendo o pior naufrágio que já aconteceu na Nova Zelândia.

Placa sobre o naufrágio do S.S. Tararua

Depois do acontecido fizeram um farol para evitar esse tipo de acidente.

Farol em Waipapa Pt

Esta região é de navegação perigosa por causa dos longos e baixos rochedos que acompanham a costa e são invisíveis à noite.

Rochedos em Waipapa Pt

Depois de passar um tempinho ali fomos conhecer o Jack’s Blowhole, que ficava em Jack’s Bay. Esse tal de Jack deve ser muito egocêntrico por descobrir o tal do buraco. Trata-se de um lugar muito simpático com meia dúzia de casas e povoado por fazendeiros simples.

Jack's Bay

Chama-se blowholes o que conhecemos por gargantas, que são entradas de mar para dentro da costa por baixo da terra, que acabam acontecendo por inssitência das ondas seguido por um desfalecimento da terra em algum ponto interior da caverna.

Detalhe que a trilha que chega até o buraco não foi originalmente feita pelo Departamento de Conservação do governo, mas sim pelos moradores locais que confiam que você deposite NZ$1 para usar a trilha e NZ$2 para acampar um dia no local. Só porque eles querem mesmo…

Honesty Box em Jack's Bay

A trilha é muito bonita. A sensação de andar em pastos sobre estes rochedos é bem interessante. Ficamos um tempo tacando pedras para tentar acertar o mar sem sucesso e concluímos. “Se alguém se jogar aqui certamente não cai na água.”

Trilha para o Jack's Blowhole

No caso do Jack’s Blowhole o mar encontrou uma passagem de 200m para dentro da costa em um rochedo de 55m de altura, ficando com uma cratera de 65m de largura. Coisa de louco ficar olhando para ondas quebrando com tamanha violência pra dentro do buraco.

Jack's Blowhole

Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia

  1. Auckland a Mangawhai Heads
  2. Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
  3. O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
  4. Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
  5. Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
  6. O Atolamento no Extremo Norte Proibido
  7. Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
  8. O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
  9. Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
  10. Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
  11. Ferry de Wellington a Picton e Andando em Nelson
  12. A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
  13. Greymouth, Hokitika e Ross
  14. A Chegada em Arthur’s Pass
  15. A Subida do Mt Aicken
  16. As Geleiras: Fox Glacier e Franz Josef Glacier
  17. Quatro Dias em Queenstown
  18. Fiordland, Te Anau e Henry Creek
  19. A Grandeza de Milford Sound
  20. Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

Enfim chegamos em Invercagill (diz-se “Invercágo”), a última cidade de tamanho considerável da Nova Zelândia. Esta cidade possui avenidas largas, prédios antigos e uma população pequena. Reza a lenda que o governo até lhe pagará um salário se você resolver vir morar por aqui.

Ela fica um pouco antes do vilarejo de Bluff, este sim o extremo sul da Ilha Sul. Neste ponto ainda não havíamos utilizado os esquis que o Beto comprou por NZ$10, e estava na hora de tentar passar eles pra frente.

Em tentativas inocentes, nenhuma loja de materiais usados os aceitaram dizendo que eles eram velhos demais. Sem restar o que fazer com eles, Beto e Bernardo deram uma de típicos brasileiros. Sentaram para conversar em um banquinho, ficaram alguns instantes, levantaram e ops… foram embora esquecendo os esquis. Como que alguém esquece um trambolho daqueles em um banco?

Preste atenção e verá o resultado da gafe: os pobres esquis encostados e abandonados no banco.

Abandono dos esquis em Invercagill

Sem muito o que ver na cidade chuvosa de Invercagill, já no final da tarde fomos para Bluff, ainda mais ao sul. Basta seguir a estrada por dentro dos trapiches até o vilarejo de três ruas que é Bluff. A segunda inocência do dia foi a de que conseguiríamos arranjar um lugar para acampar por ali, e foi que novamente tivemos de dormir no carro. Eu nesta viagem foi a segunda vez, pois o Beto já tinha optado por isso antes, enquanto o Bernardo dormia a maioria dos dias.

Foi para mim foi, de longe, a noite mais desconfortável dessa viagem.

Dormindo dentro do carro em Bluff

Pela manhã fomos até o mirante para dar uma olhada e, como de prache, a paisagem é muito boa.

Mirante do extremo sul da Nova Zelândia em Bluff

Pode-se ver Invercagill e toda a extensão da Ilha Sul, além do porto de Bluff.

Vista para a ilha sul do mirante de Bluff

E na vista para o sul pode-se ver a Stewart Island, a terceira maior Ilha da Nova Zelândia. Segundo a lenda esta é a âncora do barco do herói que pescou a Ilha Norte, enquanto a Ilha Sul seria o barco. É um reduto de pássaros raros, pois lá ainda não existem predadores levados pelo homem que reproduziram-se livremente. Como o ferry para lá somente acontece a cada semana, decidimos cortar esta pequena ilha de nossa viagem.

Vista para a Steward Island do mirante de Bluff

Agora a viagem estava teoricamente pela metade. Restava voltar ao norte pela costa leste da Ilha Sul, e pela costa oeste da Ilha Norte até Auckland. Alcançados o extremo norte e o extremo sul, era hora de voltar.

Este artigo é parte da série Diários da Nova Zelândia

  1. Auckland a Mangawhai Heads
  2. Whangarei, Parque Kauri e o Acampamento no Mirante de Tutukaka
  3. O Farol de Matapouri, a Perda da Câmera e a Ponte Whananaki
  4. Kerikeri, Rainbow Falls e Kapowairua
  5. Escalada da Colina Te Karaka em Kapowairua
  6. O Atolamento no Extremo Norte Proibido
  7. Dunas de Te Paki, Cape Reinga e Tapotupotu
  8. O Perigo de Se Atolar em 90 Mile Beach
  9. Buscando o Bernardo, Dormindo no Roger e Visitando a Adidas
  10. Lago Rerewhakaaitu, Barragem Aratiatia, Huka Falls, Rotorua e Taupo
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  12. A Exaustiva Trilha de 12 Horas em Abel Tasman
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  19. A Grandeza de Milford Sound
  20. Contorcionismo Pelas Fendas de Clifden Caves
  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

Saindo de Milford Sound o plano era ir agora até o extremo sul do país para depois voltar ao norte pela costa leste. A caminho de Invercagill - a última cidade de tamanho considerável, deparamo-nos com o aviso turístico “Clifden Caves”. O Beto havia muito tempo queria explorar algumas cavernas, e assim como todo o resto de nossas atividades - trilhas, escaladas em geleiras, rally em terras perdidas - não tínhamos nenhum equipamento, e isso até agora não era muita desvantagem.

Painel de entrada para as Clifden Caves

A entrada parece bastante turística e fácil, o que muda poucos metros adentro. A amplitude simplesmente acaba, aparentando o fim da caverna. Aí olhando um pouquinho melhor para as paredes só à base de luz de lanterna de dínamo e LED de celular pode-se ver algumas flechas refletoras que indicam o caminho. “Não é possível, será que tem que entrar aqui mesmo?”. O negócio era tentar.

Contorcionismo em Clifden Caves

Os túneis e malabarismos continuavam adentro. Cada nova fenda era um exercício de contorcionismo, isso sem falar nas escadas por cima dos lagos subterrâneos e a iluminação precária que tínhamos. Um cara um pouco mais gordo não iria muito longe.

Dentro de uma grnde fenda em Clifden Caves

Infelizmente a maioria das fotos não ficaram muito boas devido à escuridão intensa. Tentamos fotografar algumas estalactites e estalagmites, artrópodes fluorescentes e lagos, só que nada ficou muito bom. Vídeos são impossíveis com as câmeras que tínhamos.

Abertura interna nas Clifden Caves

Enfim, passamos um bom tempo indo de fenda em fenda sem saber o quanto teríamos de ir, e parecia que a caverna não acabava nunca mais. Do nada a luz surge por uma passagem estreita, e lá estava a saída. Saímos no meio de um pasto com paisagem recompensadora.

Saída das Clifden Caves

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  21. Invercagill e Bluff
  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

O “sound” do título é algo para o qual eu não encontrei uma tradução adequada, então vale explicar. Chamam-se “sounds” as entradas do mar por vales e montanhas, geralmente configuradas de maneira fechada e até meio labiríntica.

Não entendeu? Dê uma olhada no mapa de satélite do Milford Sound e do Queen Charlotte Sound, este último onde cruza o Ferry entre a Ilha Norte e a Ilha Sul. O extremo sudoeste da Nova Zelândia é composto pelo Parque Nacional Fiordland, um dos maiores complexos de “sounds” do mundo, e o maior parque da Nova Zelândia.

Este parque não é acessível na maioria de sua extenão, sendo extremamente recortado e inabitado. São várias as menções que o meio ambiente aqui permanece inalterado desde o povoamento do país - embora minha formação me force a duvidar um pouco disso.

Como dito no post anterior, a estrada de Queenstown até Milford Sound é lindíssima, e cruza-se diversos pontos de filmagem de O Senhor dos Anéis. Esta planície por exemplo.

Planícies de Fiordland

Não imagino um acesso fácil via terra para os “sounds” que não seja a estrada com os túneis. Esta região é cercada por paredões de montanhas por todos os lados, e fico pensando como isso era feito pelos Mäori nativos da região, que comprovadamente já haviam passado por ali. A estrada para este acesso também possui o maior túnel da Nova Zelândia.

Paredão de acesso para os Sounds de Fiordland

Ao chegar no final da estrada, infelizmente não há muito dos “sounds” para ver se você não pagar um caríssimo passeio de barco pela água. De qualquer modo, há uma pequena e simpática trilha, e um pequeno museu de história natural.

Passeio Turístico em Milford Sound

Cachoeiras descem de todos o lados das montanhas que simplesmente emergem da água sem nenhuma praia. A região de fato parece bastante inóspita e intocada. A umidade é tamanha que ainda em pleno meio-dia há uma névoa fina por cima da água acompanhada de uma névoa bem mais grossa por entre os altos becos.

Final da Trilha da Cachoeira em Milford Sound

É uma sensação minimalística olhar para o fundo dos becos. Dizem que quando chove a paisagem fica ainda mais bonita por aumentar o fluxo de água que desce das inúmeras cachoeiras.

Paisagem de Milford Sound

Aliás, eu estou nas duas fotos acima. Se você prestar atenção pode me ver. Entendeu o porquê da sensação minimalística?

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  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

A estrada de Queenstown até Milford Sound foi a mais bonita que fiz pela Nova Zelândia, passando por vários túneis, bosques, montanhas e planícies. Boa parte da filmagem de Senhor dos Anéis foi feita nesta região, então pode-se imaginar como que é o negócio.

Estrada de Queenstown a Te Anau

Fomos até Te Anau, a última cidadezinha antes de Milford Sound. O clima interiorano e o olhar torto dos moradores para nós deram um clima memorável e bastante estranho daqueles filmes estadunidenses. Sei que não é tanto, mas esta cidade também me passou uma ideia muito forte de isolamento, talvez por ter uma estrada somente de ida até ela.

A pequena cidade de Te Anau

Acampamos em Henry Creek, que é mais um acampamento bastante escondido (ainda mais à noite), coisa comum pela Ilha Sul.

Este acampamento fica à beira do Lago Te Anau, que dá nome à cidade que passamos. É o maior lago da Nova Zelândia. Chegamos lá à noite, sendo meio assustador devido à área de camping ser bem no meio da mata. Fomos dar uma volta pela borda do lago no meio da madrugada congelante e admirar o céu bastante visível nesta região um pouco mais afastada, e pela manhã admiramos o visual da água cristalina.

Vista do Lago Te Anau no acampamento Henry Creek

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  22. Waipapa Pt e Jack’s Blowhole

Até este ponto da viagem o negócio foi basicamente no meio do mato e da neve, e principalmente o Bernardo estava sentindo muita falta de uma cidadezinha. Foi lá que vimos neve caindo pela primeira vez, e como o Beto já havia programado faz um tempão que gostaria de pular de bungie-jump, tivemos de esperar o agendamento do salto dele para o outro dia.

Queenstown é mais ou menos uma rua cheia de lojas de esportes radicais. Em um final de semana você facilmente pode gastar NZ$3.000 em somente uma quadra dentre passeios de moto, lanchas, esqui, saltos e tudo mais que esse povo inventa pra fazer dinheiro fácil dos pobres turistas. É também um reduto de brasileiros. Andando pelas ruas e supermercados vemos com frequência o português fluindo em meio à expressões em inglês que não são lá tão difíceis de traduzir, mas a galera não traduz por falta de identidade com a língua mesmo.

A paisagem da cidade é linda. Com os alpes ao fundo e à beira do lago Wakatipu, possui uma população reduzida de 10.000 habitantes. Tudo isso dá um certo ar bucólico e simpático, mas ao mesmo tempo com toda a praticidade de uma cidade moderna. Esta foto o Beto tirou de cima da colina onde está construído um dos Bungie-Jumps, e a atração principal deste é justamente ser sobre a cidade. Nesta colina também está a famosa pista de carrinho de rolimã.

Local em que acampamos em Queenstown

Acampamos em Twelve Mile Delta, uma saída de terra para o lago transformada em uma pseudo clareira de acampamento a uns 40 minutos da cidade. Foi lá que filmaram a batalha dos Oliphants de O Senhor dos Anéis.

Pôr do sol de cima da colina em Queenstown

Ficamos indo e voltando deste acampamento todos os quatro dias principalmente para não pagar nenhum tipo de hospedagem - assim como fizemos por toda a Nova Zelândia. Mas aqui houve um episódio ainda mais engraçado. Como não estávamos encontrando um lugar para tomar banho, e os lugares em geral não nos deixavam somente tomar banho sem que pagássemos a hospedagem por inteiro, simplesmente entramos em um Hostel qualquer, cumprimentamos o pessoal da portaria, e fomos tomar banho.

Queenstown é o típico lugar em que se deve cozinhar dentro da barraca.

Cozinhando de dentro da barraca em Queenstown

Esta cidade também possui muitas lojas de souvenires, com todo tipo de cacareco para trazer para casa. Uma observação importante também é que tudo, em geral, é muito mais caro.

Não tenho muito mais para falar sobre Queenstown do que aqueles que visitam a cidade querendo morar lá ou gastar as calças. Desde que sou meio contra à espetacularização do esporte não posso considerar bungie-jumps e lanchas como esportes radicais. Passei grande parte do tempo na biblioteca lendo tudo o que pude sobre a Índia, esperando os meninos frequentarem estes lugares.